Mina lança álbum 'Dilettevoli inedite eccedenze' com covers e inéditas
Mina apresenta 'Dilettevoli inedite eccedenze', álbum lançado em 9 de outubro com covers e faixas inéditas, apresentado na Triennale di Milano.

Meta description: Mina apresenta 'Dilettevoli inedite eccedenze', álbum lançado em 9 de outubro de 2026 com covers e faixas inéditas, apresentado na Triennale di Milano.
Mina lançou em 9 de outubro de 2026 o álbum Dilettevoli inedite eccedenze, apresentado no espaço Voce da Triennale di Milano e publicado pela gravadora PDU, reunindo canções retiradas do arquivo da cantora e faixas gravadas especificamente para o novo projeto, segundo a ANSA.
Lançamento do álbum 2026: apresentação na Triennale Milano
O disco foi anunciado e mostrado ao público na Triennale di Milano, em um evento descrito por Massimiliano Pani, filho e produtor musical de Mina, como um momento de escuta mais do que uma coletiva de imprensa, segundo reportagem da ANSA. A PDU é responsável pela edição do projeto, que traz material histórico e gravações recentes. A apresentação no espaço Voce destacou a intenção curatorial de reunir trechos guardados no arquivo pessoal da artista com novas interpretações.
Conteúdo e repertório: covers e faixas inéditas
O repertório de Dilettevoli inedite eccedenze mistura covers e inéditas sem obedecer a uma lógica comercial única, privilegiando escolhas estéticas e diversidade de timbres, conforme relato da ANSA. Entre as canções citadas pela cobertura estão:
- "La mia serenata" (Jimmy Fontana), na qual Mina revisita um clássico italiano;
- "Carrettieri" (Alfonso Gibilaro), interpretada em dialeto siciliano, destacando a ligação com tradições regionais;
- "Yes I Know My Way" (Pino Daniele), trazendo diálogo com a música napolitana contemporânea;
- "Dans mon île" (Henri Salvador), que evidencia o alcance internacional do repertório;
- "Settembre" (Ivano Fossati), apontada pela matéria como a única faixa que não é nem cover nem inédita no sentido estrito — uma regravação já conhecida do catálogo de Mina;
- Uma versão em estilo flamenco de "Eleanor Rigby" dos Beatles, que reforça a experimentação de gêneros presentes no disco.
A seleção foi descrita pela equipe ligada à artista como fruto de escolhas preservadas no arquivo de Mina e de gravações feitas para este lançamento, sem priorizar coerência de gênero ou mercado.
Arquivo de Mina: repertório conservado
A reportagem da ANSA lembra que Mina mantém um vasto arquivo de gravações, com milhares de material registrados ao longo de sua carreira. O novo álbum aproveita esse acervo, combinando gravações antigas com intervenções e faixas produzidas recentemente, segundo a cobertura. A exploração desse arquivo reforça o papel do projeto tanto como documento artístico quanto como curadoria pessoal da intérprete.
Relevância para leitores brasileiros e descendentes de italianos
Para leitores do Brasil, especialmente descendentes de italianos interessados em cultura e música italiana, o álbum oferece pontos de contato relevantes:
- a presença de autores italianos contemporâneos como Pino Daniele e Ivano Fossati mostra a continuidade da tradição musical italiana;
- as interpretações em dialeto siciliano e as escolhas estilísticas (um arranjo flamenco de um clássico dos Beatles) ilustram a pluralidade cultural que permeia a música italiana e suas conexões com o mundo;
- o projeto também serve de janela para entendimentos sobre como artistas italianos preservam e reinterpretam repertório histórico — tema de interesse para quem acompanha a cena cultural do país e a vida na Itália. Leia mais sobre cultura e atualidades em nossa seção de Notícias da Itália e sobre aspectos de viver e se relacionar com a Itália em Vida na Itália.
O que permanece: estética e curadoria pessoal
Segundo a ANSA, a curadoria do álbum segue a linha de Mina de privilegiar a qualidade vocal e a singularidade interpretativa acima de modismos do mercado. Massimiliano Pani destacou o caráter íntimo da apresentação: mais um momento de escuta do que um ato formal de promoção, reforçando a ideia de que o lançamento é também uma revalorização do arquivo artístico da cantora.
A iniciativa reafirma a posição de Mina como referência na música italiana, tanto por sua trajetória histórica quanto pela atenção a arranjos e repertórios que cruzam fronteiras e tradições.
Fonte: ANSA.





